O Comité Consultivo é composto pelos Presidentes dos Comités Nacionais e Comités Científicos Internacionais. A sua função é aconselhar o Comité Executivo e  fazer sugestões e recomendações sobre as prioridades e orientações do programa, incluindo a comunicação entre comités científicos internacionais e nacionais 

 

 

O Comité Executivo é o orgão de gestão do ICOMOS. É constituído por vinte membros eleitos pela Assembleia Geral: o Presidente, o Secretário Geral, o Tesoureiro, cinco Vice-Presidentes, que compoem a direcção, e doze membros, mais o Presidente do Comité Consultivo e a ainda a possibilidade de mais cinco membros, estes cooptados. Todos profissionais reconhecidos, representam a maior parte das regiões do mundo. O Comité Executivo prepara o programa e o financiamento, e monitoriza a sua implementação. Regista o estabelecimento de Comités Nacionais, e Comités Científicos Internacionais. Entre as sessões do Comité Executivo, a direcção assegura a implementação do programa.

 

 

A Assembleia Geral é o orgão soberano do ICOMOS. É gerida por um Presidente, três Vice-Presidentes e um Relator, cujos mandatos são o tempo de duração das sessões.

A Assembleia Geral elege o Presidente do ICOMOS, cinco Vice-Presidentes, o Secretariado Geral, o Tesoureiro e doze membros do Comité Executivo, de entre os membros individuais, escolhidos de modo a que diferentes áreas de especialização estejam representadas. A Assembleia determina a localização da sede do ICOMOS, adopta alterações aos estatutos, estabele os programas do ICOMOS, aprova os relatórios do Secretário-Geral e do Tesoureiro, bem como as orientações financeiras para o período seguinte, e fiscaliza a execução das acções  do ICOMOS. Ratifica mudanças das cotas dos membros, confere o grau de Membro Honorário sob proposta de um Comité Nacional do ICOMOS.

A Assembleia Geral é aberta a todos os membros do ICOMOS. É realizada ordinariamente de três em três anos, em data e lugar escolhidos pelo Comité Executivo, ou em sessão extraordinária, sob pedido da maioria dos membros do Comité Executivo, ou um terço dos membros do ICOMOS. 

A última Assembleia Geral foi realizada em Paris, na sede da UNESCO, em finais de 2011. A próxima está marcada para Florença, em Novembro de 2014.

 

 

O Secretariado Internacional do ICOMOS está sedeado em Paris, e é dirigido por um Director, escolhido pelo Presidente. Coordena a implementação do programa aprovado pela Assembleia Geral, e é composto por três  Departamentos, Administração, Património Mundial e Documentação.  

 

 

 

 

Da emergência do conceito de Património Mundial à criação do ICOMOS

 

Até finais do séc. XIX, o património arquitectónico era matéria de exclusiva preocupação nacional e a maioria da legislação respeitante à salvaguarda de edifícios históricos na Europa data dessa altura. Inúmeras associações existiam em cada país, mas o seu designío nunca ultrapassou as fronteiras nacionais. O Internacionalismo Cultural, tal como  o conhecemos hoje, foi resultado da 1ª. Guerra Mundial, com a criação da Liga das Nações, e depois da 2ª. Guerra Mundial, com a criação das Nações Unidas e a fundação  da UNESCO.

 

A Conferência de Atenas (em 1931) sobre o restauro de edifícios históricos foi organizada pelo Internacional Museums Office, e a Carta de Atenas, projecto de Le Corbusier apresentada à 4ª. Assembleia do Congresso Internacional da Arquitectura Moderna em 1933, foi publicada anonimamente em Paris em 1941. Representam um marco na evolução de ideias, porque reflectem um crescimento da consciencialização estre os especialistas de todo o mundo, e introduzem pela primeira vez na história o conceito de património internacional.

A Carta de Veneza nasceu da necessidade da criação de uma associação de especialistas em conservação e restauro, independente da já existente associação de museólogos, o ICOM.

Em 1957, em Paris, o 1º. Congresso de Arquitectos e Especialistas de Edifícios Históricos recomendava que os países que ainda não tivessem uma organização central para a protecção dos edifícios históricos, providenciassem a criação dessa autoridade, e, em nome da UNESCO, que os estados membros da UNESCO se juntassem no Internacional Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property (ICROM) sedeado em Roma.
O Segundo Congresso de Arquitectos e Especialistas de Edifícios Históricos, realizado em Veneza em 1964, adoptou 13 Resoluções, sendo a 1ª. a Carta Internacional do Restauro, conhecida por Carta de Veneza, e a 2ª., apadrinhada pela UNESCO, prevendo a criação do Conselho Internacional dos Munumentos e Sítios (ICOMOS).

 

 

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O seu papel : preservar e valorizar


O ICOMOS, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, é a organização não governamental global associada à UNESCO. A sua missão é promover a conservação, protecção, uso e valorização de monumentos, centros urbanos e sítios. Participa no desenvolvimento de doutrina, evolução e divulgação de ideias, e orientações. O ICOMOS é o organismo consultor do Comité do Património Mundial para a implementação da Convenção do Património Mundial da UNESCO.Como tal, avalia e dá parecer sobre as nomeações ao património cultural mundial da humanidade  e garante o estado de conservação dos bens.

 

Os valores : unir à volta do Património

 

Diversidade cultural e social, colegialidade

Em todo o mundo, com o diverso e complementar conhecimento profissional, investigadores, cientistas, juristas, economistas, engenheiros, artesãos, profissionais, académicos, consultores privados, eleitos, representantes dos estados, etc....,juntam as suas ideias e especialidades, num espírito colegial e respeito pelas suas diferenças culturais e religiosas.

Imparcialidade

O ICOMOS é um dos três Consultores para Convenção do Património Mundial. Para preparar a sua participação, usa a rede de especialistas, escolhidos pela sua especialidade e experiência, que fazem aconselhamento técnico independente e de acordo com as regras éticas.

Intercâmbios entre países, diálogo Norte-Sul, solidariedade

O ICOMOS, tal como qualquer organização ligada à missão da UNESCO, advoga também a reconciliação entre povos e culturas. Por isso é que foi criado em 2003 o Fundo Vitctoria Falls, para facilitar a mobilidade dos membros dos países pobres. Para além disso, quando das grandes catástrofes naturais, o ICOMOS  disponibiliza especialistas no estabelecimento de medidas de emergência para a preservação, conservação e restauro do património (Haiti, China, Irão, etc.). O ICOMOS é um membro fundador do Blue Shield.

Transmissão e envolvimento da juventude

A missão do ICOMOS é motivar a consciência patrimonial.A participação em actividades formativas e encontros chama e envolve jovens investigadores e profissionais à volta dos seus assuntos e das suas acções. O Fundo Internacional Raymond Lemaire atribui bolsas de estudo a jovens candidatos a completar a sua educação e a melhorar a sua experiência.

Acesso livre à informação

Finalmente, o ICOMOS suporta  e apoia acesso aberto, livre e sem restições às publicações científicas através do projecto "ICOMOS Open Archive: EPrints on Cultural Heritage".